A importância da Permacultura no meio urbano

A Importância da Permacultura no Meio Urbano

 

A Revolução Verde, iniciada na década de 1950, surge incentivando o uso de sementes de alto rendimento, fertilizantes, pesticidas, irrigação e mecanização. No Brasil, nessa nova era da agricultura e busca de desenvolvimento dos países subdesenvolvidos, ela promete a modernização do campo, de erradicação da fome, de aumento da produção, e desenvolvimento aos países subdesenvolvidos.

Em contrapartida a Revolução Verde, a Permacultura, criada na década de 1960, surge para demonstrar que a fome mundial seria resolvida utilizando técnicas e medidas naturais, ao invés de alterações genéticas. Atualmente, o termo é associado ao “cultivo permanente das condições da vida”, levando em consideração a preservação do meio ambiente, o plantio de alimentos, a produção de energias, o equilíbrio entre relações, a valorização de princípios éticos e a redução do consumo e do desperdício. A Permacultura busca criar sistemas funcionais de produção que supram as necessidades humanas fazendo a integração harmoniosa dos habitantes, das demandas, dos recursos e do próprio local de aplicação.

Os centros urbanos são extremamente populosos, com isso, faz-se necessário caminhar para um estilo de vida mais sustentável para melhoria da qualidade de vida das gerações atuais e futuras. Nesse viés, a permacultura ganha aplicabilidade fornecendo ferramentas para tornar possível que junte a multifuncionalidade e interconexão da natureza para que seja possível remodelar os padrões de vida humana.

Dentro desse contexto existem muitas soluções urbanas com base no princípio da permacultura visando estimular empreendimentos e políticas que desempenhem boas práticas sociais e ambientais através do consumo consciente, buscando atividade com auxílio mútuo, com sistema viável interligado com habitação e infraestrutura, buscando reaproveitamento dos resíduos para agricultura e indústria e outras aplicações. Abaixo temos mais alguns exemplos de como é possível investir nessa filosofia que gera ganhos tão positivos, dentro das cidades:

  • Construir espaços verdes que forneçam e produzam alimentos em pequenas áreas urbanas.

  • Incentivar a instalação de sistemas de coleta de água da chuva em todas as construções;

  • Tratar o esgoto em locu utilizando biodigestores;

  • Reaproveitar metano produzido em aterros sanitários para gerar biogás;

  • Incentivar iniciativas de catadores e cooperativas de recicláveis;

  • Destinar os resíduos orgânicos para o processo da compostagem;

  • Reutilizar óleo para produção de sabão e destiná-lo de forma adequada;

  • Utilizar sacolas reutilizáveis feitas de papel, plástico biodegradável ou pano;

  • Descartar pilhas e baterias em pontos de coleta;

  • Separar resíduo tecnológico para montagem de novos equipamentos;

  • Investir em painéis fotovoltaicos;

  • Reduzir o consumo de roupas de forma inconsciente;

  • Buscar um transporte menos poluente carros elétricos (trólebus), e motos elétrica, optar por transportes coletivos: metrôs, ônibus, transporte solidário, bicicletas e outros;

  • Valorizar empresas ecologicamente corretas.

 

Disseminar o conceito da Permacultura é necessário para começar a modificar o atual estilo de vida humana, começando com pequenas ações, mas, para que ocorra a difusão, esse conceito deve ser trabalhado nas instituições de ensino o estudo dessa ideologia para as novas gerações e profissionais que o desenvolvimento mais sustentável seja mais comum juntamente com o apoio do governo em incentivar projeto que tenha este princípio.

Um exemplo de transmissão desse conhecimento foi a fundação do Instituto de Permacultura da Bahia, por Marsha Hanzi e Dier Bloch atrás da inspiração dos fundadores do conceito Bill Mollison e David Holmgren. Hoje essa instituição realizar inúmeros projetos em pró a melhoria da relação entre o homem e o meio ambiente.

 

Figura 1: A flor da permacultura.

 

Para saber mais:

 

Barros, Bruna Rosa de.

Permacultura e desenvolvimento urbano: diretrizes e ações para sustentabilidade socioambiental em loteamentos de interesse social,Universidade Federal de Alagoas. Maceió, 2008.  

PENNA, Carlos Gabaglia. A Revolução Verde é insustentável. 2009. Disponível em: <https://www.oeco.org.br/colunas/carlos-gabaglia-penna/21480-a-revolucao-.... Acesso em: 20 mar. 2019.

LAZZARI, Francini Meneghini; SOUZA, Andressa Silva. REVOLUÇÃO VERDE: IMPACTOS SOBRE OS CONHECIMENTOS TRADICIONAIS. 2017. Disponível em: <http://coral.ufsm.br/congressodireito/anais/2017/4-3.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2019.

SIQUEIRA, Gabriel Dread. Mapeamento de Ecovilas e Comunidades Alternativas do Brasil. 2015. Disponível em: <https://irradiandoluz.com.br/2015/10/ecovilas-e-comunidades-no-brasil.html>. Acesso em: 20 mar. 2019.

Permacultura, o sistema de cultivo ecologicamente viável. 2018. Disponível em: <https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/falando-de-.... Acesso em: 20 mar. 2019.

Instituto de Permacultura da Bahia. Disponível em: <http://www.permacultura-bahia.org.br/interna.php?cod=2>. Acesso em: 19 mar. 2019.

MAGRINI, Renato Velloso. Permacultura e Soluções Urbanas Sustentáveis. 2009. 110 f. Monografia (Especialização) - Curso de Bacharelado em Geografia, Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia – Mg, 2009. Cap. 3